As cortinas dos leitos eram cerradas de quando em quando. Repentinamente, sem aviso prévio. Duas ou três vezes por dia. Ou talvez mais vezes, dado que em alguns momentos eu apagava não em definitivo. Mãos rápidas corriam, leito por leito, puxando o cortinado. Pelas frestas, porém, dava para ver: era o carro da saudade que passava, levando mais um inerte e oblongo pacote. Envolto em lençol de pontas firmemente amarradas.