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Despretensiosos e singelos: é assim que vejo minhas crônicas e meus contos. As crônicas retratam pedaços da minha vida; ora são partes da ...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Crônica - Crônica condensada

 

Quando criança, eu tinha amizade com dois vizinhos; eram dois irmãos, Laércio e Wilson, com os quais passava as tardes brincando pelas ruas da Vila Mamedina. Ambos me faziam uma inveja danada, periodicamente:- a mãe deles, Dona Teresa, na compra mensal de mantimentos, dava uma lata de leite condensado para cada um. Eles faziam um furo na latinha e saiam para a rua. Passavam a tarde toda exibindo o troféu para os que, como eu, não se davam ao luxo nem sequer de experimentar tal iguaria. Degustar uma lata inteirinha, sozinho? Nem em sonho!

sábado, 9 de janeiro de 2021

Crônica - Memórias

 

Dele herdei o nome, os olhos claros e o gosto pela leitura. Fui seu ajudante durante dois anos, sobre a carroça que atravessava diariamente a cidade entregando lenha. Ainda não se falava em fogão a gás. E fazendo carretos diversos: pesados rolos de sola, do curtume para a Estação Sorocabana; compras mensais de mantimentos, da Sorocabana para a casa dos ferroviários, além de uma série de outras tarefas, sob sol ou chuva.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Crônica - Tugidos e mugidos

 

Os primeiros mugidos de gado eu ouvi quando menino, no Sítio do João Paccola, onde ia, todas as manhãs, buscar um litro de leite. Mugidos que me davam medo, me aterrorizavam: saia correndo, rapidamente. Não ficava para ver o boi, bastavam os mugidos. O gado tinha imponência e dignidade. Botava respeito, era reconhecido.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Crônica - Turma XXXIX

 

Eis que sábado, agora, fui deveras surpreendido: meus alunos do 10º Período Noturno, que ora colam grau, vieram até a minha casa para uma emocionante homenagem. Com festa, faixas e cartazes, me entregaram uma cesta com guloseimas para o café da tarde e uma garrafa de vinho, com rótulo personalizado. Inesquecível homenagem, certamente não merecida.

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Crônica - Tambu e candombe

 

Atravessei a Serra do Cipó, nas imediações de Belo Horizonte, apenas uma vez, rapidamente e sem parar; é uma serra alongada, de formato diferente das que conheço. A vegetação é rasteira e permite que, do alto, se enxergue longe; no trecho em que passei, é pouco ou quase nada habitada. Imagino que, nas noites mais escuras, seja possível descortinar um belo céu estrelado – quem sabe?

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Crônica - Vilmar Kalunga

 

Estivemos na Comunidade Quilombo do Kalunga em duas ocasiões; foi onde comi o melhor frango ensopado, feito vagarosamente no fogão de lenha da casa do Seu Cirilo e cheirando a coentro fresco. Nos servimos diretamente do fogão: casa simples, piso de terra batida e bem cuidada. Um vez, com a Ber, Santino e Lurdes, em Janeiro de 2011; na segunda vez, com a Ber e o nosso querido Raul, em Dezembro de 2014.

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Crônica - Palhaços

Na voz de Teixeirinha (O Mundo do Circo): Hoje tem marmelada? Tem sim Senhor! Hoje tem goiabada? Tem sim Senhor! E o Palhaço o que é? É ladrão de mulher! Na voz de Zé Kéti (Máscara Negra): Tanto riso, tanta alegria, mais de mil palhaços no salão, Arlequim está chorando pelo amor da Colombina, no meio da multidão.