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Despretensiosos e singelos: é assim que vejo minhas crônicas e meus contos. As crônicas retratam pedaços da minha vida; ora são partes da ...

domingo, 25 de agosto de 2024

Artigo - A noite escura nos poemas de São João da Cruz e de Thiago de Mello

 

Este artigo é fruto de uma comunicação apresentada no 34º Congresso Internacional da SOTER -Sociedade de Teologia e Ciências da Religião, realizado entre 11 e 15 de junho de 2022, em que se coteja o poema de São João da Cruz, Noite escura, com o poema do brasileiro Thiago de Mello, Madrugada camponesa. Apesar do notório caráter político-social dos poemas de Thiago de Mello, que é o traço dominante das suas obras, é possível encontrar vários pontos de contato entre os dois poemas, dado que ambos trabalham as ambiguidades noite/dia, claro/escuro, inércia/transformação, abandono/superação e esperança/miséria.

 

Link para leitura completa:

https://ojs.europubpublications.com/ojs/index.php/ced/article/view/5140/3855


domingo, 21 de julho de 2024

Crônica - Canción Mixteca


 

Eis uma poesia para ser apreciada palavra por palavra, verso por verso, rima por rima. Pausadamente: Canción mixteca. Melhor se apreciada em espanhol, língua que confere toda a dramaticidade que o tema requer.

quarta-feira, 12 de junho de 2024

Crônica - Girondino

 

Eis que o Girondino, restaurante tradicional do centro da Capital paulista, anuncia o cerramento das portas. Aberto em 1998, sucumbiu aos efeitos críticos da pós-pandemia. Pratos excelentes, preços moderados e um bom lugar para um requintado café. Situado na esquina das ruas Boa Vista e São Bento, do seu interior gostosamente decorado se avistava, pelas janelas envidraçadas, o imponente mosteiro de São Bento e todo o largo que se descortina a sua volta.

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Crônica - Peladeiro

 

Na sala de jantar tem uma bola de futebol de salão, das antigas. Murcha que só ela, ao pé da mesa de madeira maciça. Está ali já há muitos anos. Uns quinze anos, mais ou menos. Sem exagero. Fica sempre por ali. Ora um pouco mais para lá, ou mais para cá; às vezes, encostada ao pé da mesa; outras vezes, mais próxima da parede. Vai variando de lugar conforme é movida nas varrições cotidianas do piso que inadvertidamente a sustém. Ber e Raul sempre toleraram; nunca reclamaram e nem fizeram menção de tirá-la dali. Nunca falaram nada, nenhuma oposição. Compreendem, creio, que ela mantém vivos na minha memória os divertidos e distantes tempos de peladeiro. Simboliza um gostoso passado.

terça-feira, 9 de abril de 2024

Artigo - A Música de Ednardo e os Direitos Humanos

    Neste artigo é analisada a música Artigo 26, do compositor Ednardo; trata-se de uma letra complexa que alinhava: a) temas de direitos humanos; b) direito à educação; c) lema da revolução francesa; d) atividades literárias e políticas da capital cearense; e) jogos de palavras da língua francesa e da língua portuguesa. As expressões Liberdade, Igualdade e Fraternidade vão sendo repetidas em estribilhos inspirados na Declaração Universal dos Direitos Humanos - DUDH, com destaque para o seu Artigo 26, que garante o direito à instrução gratuita para todos os seres humanos.

Link para o artigo completo: Revista Contemporânea: Ezio Frezza Filho 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Crônica - Macetando o apocalipse

 

Macetar, que eu conheço, significa bater com o macete, amassar, esmagar. Macetamos o alho, o milho, os grãos de pimenta, ou coisas do tipo. Sem qualquer outra conotação. Macetar o apocalipse, eu diria, é bater, amassar, destruir o apocalipse, reduzi-lo a pó. Mas, vamos ao caso; pescando nas barrancas do Mandu, no Bairro da Faisqueira, em Pouso Alegre, fiquei sabendo, entre um lambari e outro, que bem ali, onde eu me acocorava, um tal de Thomaz Green Morton teria recebido uma descarga elétrica certeira, bem no meio da testa, criando uma vistosa proeminência logo acima dos olhos. Ou, como se diz, um galo avermelhado e saliente, que o acompanharia para sempre.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Crônica - Viagens - 2

 

Conhecemos a Costa do Descobrimento nos anos ‘80. Foram sete viagens: quatro de ônibus, duas de carro e uma, a última, de avião, em ’98. Porto Seguro é deslumbrante: verdes mares e vastos coqueirais, sobretudo os que se avistam do alto do Arraial d’Ajuda. A preguiçosa travessia do indolente Buranhém, numa pequena balsa; o agito da noite na Passarela do Álcool. Nas areias de Trancoso, a liberdade do corpo. Mais ao lado, Santa Cruz de Cabrália disputa com PS a duvidosa honra do desembarque de Cabral; é onde desemboca o caudaloso e temido João de Tiba. E de onde se alcançava, de barco, a ilha de Santo André e os recifes, o Dentro e o de Fora.