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Despretensiosos e singelos: é assim que vejo minhas crônicas e meus contos. As crônicas retratam pedaços da minha vida; ora são partes da ...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Crônica - Jin Jones

 

Num tempo em que não tínhamos internet e nem redes sociais, foi através da Folha de São Paulo que eu li, numa manhã de novembro de 1978, sobre um suicídio coletivo, ocorrido na Guiana, provocado por um fanático religioso conhecido por Jim Jones. Muito se escreveu acerca deste episódio: centenas de páginas sobre o assunto, uma infinidade de livros, teses e artigos acadêmicos, diversos filmes e documentários estão à disposição do leitor.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Conto - O inverno do capitão

 

Quem o vê, e são poucos os que agora conseguem vê-lo rastejando informe e desengonçado pelo gramado nas imediações do palácio presidencial que lhe fez as vezes de covil nos últimos anos, não consegue sequer imaginar que esse ser rastejante é o mesmo que governou o país com mãos de ferro e envoltas em sangue até há poucos meses.

domingo, 11 de dezembro de 2022

Crônica - Balada para un loco

 

As tardezinhas de Buenos Aires têm essas coisas ... sei lá o que, sabe? De repente alguém sai pelas ruas e se vê a si próprio surgindo de trás de uma árvore: mescla rara de astronauta que voltou de Vênus e acróbata que tem as rosas da camisa desenhadas sobre a própria pele; meia melancia na cabeça, meia-sola nos pés, o semáforo da esquina lhe saúda com luzes celestes.

sábado, 19 de novembro de 2022

Crônica - Bugre

 

Bugre era o apelido carinhoso de um vizinho na minha infância. Sua aparência física, rosto imberbe, a voz aguda e a (bonita) cor da pele justificavam a alcunha. Descendia dos caingangues, creio, que habitaram a região até o final dos 1800. Homem de fibra, traços fortes, de afável e educado trato, sobrevivia de aposentadoria após ter trabalhado na antiga Sorocabana. Na manutenção dos trilhos, percorria longas distancias pela zona rural, onde a vegetação nativa ainda estava preservada.

sábado, 22 de outubro de 2022

Resenha - Língua perdida

 

No geral, até que gosto de ler resenhas de livros, filmes, shows e sobre o que mais se me apresentar. Eu mesmo não sou dado a fazê-las. Nunca fiz, que me lembre. Abro uma exceção, agora, diante do Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior, com que Raul, meu filho, me regalou. Espero que o meu imediatismo não contamine o resultado final – mal terminei a leitura e já me pus a escrever, sem as reflexões mais aprofundadas que o romance merece. Não que eu queira um brilho vago nas redes sociais; antes, desejo apenas expor o meu apreço pela obra.

domingo, 18 de setembro de 2022

Crônica - Salto Carrapeta

 

Quando adolescente eu vibrava com as viagens de serviço que fazia, vez ou outra, para a capital paulista. Vestia o que tinha de melhor - e que não era muita coisa. Calça boca-sino, bordô ou algo bem parecido, agarrada nas pernas e que depois se abria, súbito, cobrindo os sapatos sem encostar no chão. Sapatos bicolores, preto e branco, sola-plataforma e com salto carrapeta, madeira à vista. Na moda.

terça-feira, 30 de agosto de 2022

Cartilha - Xadrez Legal

 

 

 

 

 

 

XADREZ LEGAL

O lúdico no aprendizado do processo civil





 

 

NOTAS DO AUTOR

Este texto foi produzido no correr de 2018 e ficou engavetado até agora, por absoluta falta de tempo para as revisões que se faziam – e algumas ainda se fazem – necessárias.

Resolvi agora, enfim, compartilhar a ideia de juntar duas ciências amplamente difundidas na história da humanidade, o xadrez e o direito, com finalidades pedagógicas e didáticas. Aqui está o projeto intitulado Xadrez Legal: nasceu simples e despretensioso, nos saguões da PUC Minas/Poços de Caldas, e se mostra viável como método para aprendizagens várias.