Na imagem
reflexa de antigo espelho
Sonhos
vividos plenos em fulgor.
É quando o
tempo, presto e de estrambelho,
estilhaça o
vidro, rompe o esplendor.
O encanto
então se apaga em tom tristonho.
Cai no
silêncio do chão desatado,
Tal como o
vidro, estilhaçando o sonho
Que jamais
poderá ser reparado.
Cada caco é
runa desprendida,
Sinal de que o destino se fez vento
Num sopro que se perdeu desta vida.
Pois tudo o
que se quebra, repartido,
Carrega
sombra, pesar e lamento
Na tristeza do encanto despedido.
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