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Despretensiosos e singelos: é assim que vejo minhas crônicas e meus contos. As crônicas retratam pedaços da minha vida; ora são partes da ...

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sábado, 21 de março de 2026

Poesia - Soneto do espelho e do encanto

Na imagem reflexa de antigo espelho

Sonhos vividos plenos em fulgor.

É quando o tempo, presto e de estrambelho,

estilhaça o vidro, rompe o esplendor.

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Poesia - Hora chegada

                                                                          

Tempo, tempo, tempo

Quando eu tiver saído

 Para fora do teu círculo

 Não serei nem terás sido

(Caetano Veloso)




Deu-se na chegada da hora inconteste

Enxergava jazendo emudecido

Espreitando calado o vento leste

Porém tudo escutando comovido.

 

domingo, 1 de junho de 2025

Poesia - O Anjo do Destino

 

Quando ele nasceu um Anjo lhe disse:

Vai, cara, vai ser um merda na vida!

Foi desse jeito mesmo, como se dissesse por gabolice.

Foi assim, de mau agouro, que o cara entrou na vida sofrida.

 

domingo, 20 de outubro de 2024

Poesia - Caminhando pelo campus

 


Eis uma poesia que foi pensada, inicialmente, para destacar as belezas do campus da PUC em Poços de Caldas. E como tal vai aqui publicada. Posteriormente, o que era uma simples poesia virou um conto, cujo teor será postado daqui a alguns dias. Por enquanto, pois, apenas a poesia:

 

CAMINHANDO PELO CAMPUS


No arremedo de hendecassílabos versos

um poeta ignoto, já mal ajambrado,

professa: caros caminhantes dispersos,

eis um campus para sempre ser lembrado.

domingo, 10 de julho de 2022

Poesia - Virado de Saci

 

VIRADO DE SACI

- E aí, Mestre Bucha, meu querido... Tem Virado de Saci. Quer comer?

- Esse eu não conheço, Professor. Nunca nem ouvi falar.

- Pois então, venha aqui conhecer.

- Uai, se é bom, então deixe eu provar!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Poesia - Gargalhadas

 

GARGALHADAS

Príncipe de Embaré, Rei de Safira,

com capa e cartola fumo charuto.

De branco, preto e vermelho, soluto

sou sentinela, detesto a mentira.

 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Poesia - Soneto cheiroso

 

Li, no Facebook, um poema atribuído à Rob Goodwin. É sobre um bichinho deveras maltratado, vítima constante de uma canina perseguição – o nosso velho conhecido gambá. Típico da área rural, ele tem hábitos noturnos e é de todo inofensivo: não ataca as pessoas, não transmite doença alguma, não atira jato de urina e nem exala cheiro ruim, seja em que situação for; aliás, é tão cioso da sua higiene quanto o são os gatos. Mas carrega, infelizmente, uma injustificável má-fama, a ponto de ser perseguido até a morte.

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Poesia - Soneto para um chapéu

 

És de pano escalavrado, oh! meu chapéu,

presente que recebi de um lavrador.

Posto que farrapos, segues protetor:

no passo do tempo és meu sobrecéu.

 

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Poesia - O Corvo

 

Edgar Alan Poe é um dos meus preferidos, dentre tantos que admiro nas letras. Um contista perfeito: O Barril de Amontilado, por exemplo, é uma verdadeira obra prima, que não me canso de reler. É dele também O Corvo, poesia enigmática e dolorida; conta-se para além de 50 versões para a língua portuguesa, com as mais variadas leituras, releituras, adaptações e estudos, inclusive na versão concretista, dos irmãos Campos.  Há, também, uma versão musical muito curiosa e interessante, feita por uma dupla sertaneja dos anos 1970, Conde e Drácula, que vale a pena ser ouvida.

domingo, 12 de setembro de 2021

Poesia - Versos bárbaros

 

Nasci pelas mãos da parteira por não ser delfim,

embalado no papelão para não passar frio,

dormi no colchão de palha de milho (que macio!).

Colhi merda de burro pra botarem no jardim.

sábado, 12 de junho de 2021

Quase-soneto sem nome

 

Absorto, imerso nas lides recorrentes,

não me dei conta do horror que sobrevinha.

Sem nem olhar pra trás, um gelo na espinha,

corri sem ver as despedidas pendentes.

sábado, 3 de outubro de 2020

Poesia - Viajante de linhas retas

 


Os viajantes da dupla Leonel Rocha e Campos percorreram uma grande quantidade de cidades paranaenses, em Paraná Querido, enquanto que os viajantes de Caetano foram de Santo Amaro da Purificação a Xerém, numa viagem interestadual. O mesmo Caetano, curioso e deslumbrado, botou-se ele próprio perambulando pelas esquinas concretas da Ipiranga com a São João, no fascinante centro de Sampa.

domingo, 30 de agosto de 2020

Poesia - Brincando de fazer soneto

O humanista e poeta Francesco Petrarca é um dos precursores do Renascimento Italiano (1304 – 1374). Petrarca inventou o soneto que, em apertado resumo, é um poema com 14 versos decassílabos distribuídos em dois quartetos e dois tercetos; as rimas nos quartetos podem ser alternadas (ABAB – ABAB) ou opostas (ABBA – ABBA), enquanto que nos tercetos elas se apresentam alternadas (CDC – DCD) ou com outras variações (CDE – CDE, por exemplo).

terça-feira, 21 de abril de 2020

Poesia - Poesias emprestadas

Não sabendo fazer poesia, pedi algumas, de empréstimo, para quem sabe da arte. Foi assim que meus amigos e poetas Clarice Villac, Marilene Duarte, Maurício Baptista Vieira, Santino Frezza e Tadeu Rodrigues, gentilmente, permitiram a postagem de hoje.