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Despretensiosos e singelos: é assim que vejo minhas crônicas e meus contos. As crônicas retratam pedaços da minha vida; ora são partes da ...

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Crônica - Crônica irônica

 

Não acredito que possa ser verdade o que vem acontecendo. Custo a acreditar. Tempos de mimimi. Que chatice é essa? Então João Bosco não pode mais cantar Gol Anulado? Não pode mais falar nas cintadas que o flamenguista dá, até cansar, na companheira vascaína? Ah! Tenham dó, né?  Mimimi demais. Uma coisa que era tão comum até há algum tempo. E outra: a mulher é do flamenguista!!! Não é de outro qualquer, não. É dele, né?

Mulher nos estádios? Ainda mais torcendo? O que é isso? E até já pode trabalhar fora. Usar calça comprida. Se intrometer na conversa dos homens como se fosse normal. Pode até votar! Pior: pode ser votada! Vamos aceitar isso até quando?

Ditadura, isso sim! Coisas dos vermelhos, só pode. A patroa, coitada, é presa e processada se dá um tapa na cara da empregada. Um simples tapinha, que nem sangue sai. Antes era livre para colocar a bichinha no pelourinho. Mandando açoite até cansar. Até que aprendesse bons modos. E a coisa se resolvia rapidamente. Simples assim. Não, agora dizem que isso é proibido. A patroa podia, inclusive, vender uma e comprar outra melhor no lugar. Com anúncio nos jornais, inclusive. E estava tudo certo, era direito dela. Como vamos entender? Antes podia, sem problema algum, agora não mais.

Quantas meninas foram dadas em casamento com doze ou treze anos de idade. Coisa normal. Nenhuma morreu por conta disso. Qual era o problema? Algumas eram vendidas pelo próprio pai, para contribuição na renda familiar. E, diga-se, no legítimo e livre exercício do pátrio poder, que hoje até mudou de nome, é poder familiar. Mas ainda é um poder do pai, ou ao menos deveria ser.  E que a guria não aceitasse para ver: a desobediente levava um bons cascudos! Ah! Mas, agora isso já não pode. Isso é crime. Tem o ECA, esses negócios aí.

Bah! Onde chegamos? Não faz muito tempo, os gays eram internados em manicômios, coisa corriqueira. Tomava uns corretivos.  Aprendia ou não aprendia? Eis então (que pena!) que acabaram com o trem lá em Barbacena. Lá se endireitava na marra. E índio, então. Quando atrapalhava, bastava caçá-los, naturalmente, como se faz com bicho. E o caminho estava limpo. Hoje, não. Até terras delimitadas eles têm. E dizem que têm alma, ainda por cima.

Palmatória nos alunos que não estudam? Botar os malcriados de joelho nos grãos de milho? Mandá-los para o quadro para escrever cem vezes eu sou burro? Imagina! Estão pensando que pode? Pois se enganam. Que logo vem o pai ou a mãe reclamar, coitadinho do meu filhinho, isso não se faz etc. As modernices que criam os maricas.

Por isso é que as coisas não vão pra frente. Ditadura total. Me desculpem por repetir, mas o mundo está ficando chato. Mas muito chato! Demais da conta.

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