No final dos anos 1980, descíamos, eu e Ber, pela Rua Augusta. Na boca da noite, depois se do serviço, íamos a pé para casa, na região central de São Paulo, como de costume. Na calçada estreita, distraídos e de mãos dadas, como de costume, a certa altura fomos surpreendidos por um paredão a nossa frente: soltamos as mãos e desviamos de três grandalhões que vinham subindo, em sentido contrário. Olhando para cima, de relance, foi que vimos o lendário Ray Conniff e suas duas filhas, abraçados, sorridentes, elegantemente trajados – e, claro, eles nem sequer perceberam o nosso desvio, nem a minha admiração.