És de pano escalavrado, oh! meu
chapéu,
presente que recebi de um lavrador.
Posto que farrapos, segues protetor:
no passo do tempo és meu sobrecéu.
Despretensiosos e singelos: é assim que vejo minhas crônicas e meus contos. As crônicas retratam pedaços da minha vida; ora são partes da ...
És de pano escalavrado, oh! meu
chapéu,
presente que recebi de um lavrador.
Posto que farrapos, segues protetor:
no passo do tempo és meu sobrecéu.
Diversas pessoas juram que viram, com os olhos que a terra haverá de comer, um ET, nas proximidades de um muro, ao lado dos trilhos da estrada de ferro que corta Varginha, no sul de Minas. Teria sido num anoitecer de janeiro de 1996, apenas alguns meses antes do acaso me levar a residir naquela bucólica cidade.
Edgar Alan Poe é um dos meus preferidos, dentre tantos que admiro nas letras. Um contista perfeito: O Barril de Amontilado, por exemplo, é uma verdadeira obra prima, que não me canso de reler. É dele também O Corvo, poesia enigmática e dolorida; conta-se para além de 50 versões para a língua portuguesa, com as mais variadas leituras, releituras, adaptações e estudos, inclusive na versão concretista, dos irmãos Campos. Há, também, uma versão musical muito curiosa e interessante, feita por uma dupla sertaneja dos anos 1970, Conde e Drácula, que vale a pena ser ouvida.
Me recordo do entusiasmo com que frequentei a PUC São Paulo, entre 1979 e 1985. Foram sete anos de militância política clandestina, na Convergência Socialista, de política estudantil e de boas noitadas. Jamais cheguei sequer perto do que se chama de “aluno brilhante”; porém, nunca carreguei dp e nem tive reprovação na faculdade: é que tanta agitação e curtição não poderiam caber, claro, em apenas cinco anos!
Nasci pelas mãos da parteira por não
ser delfim,
embalado no papelão para não passar
frio,
dormi no colchão de palha de milho (que
macio!).
Colhi merda de burro pra botarem no
jardim.
O Haiti é um país de belezas naturais tão exuberantes que os franceses a chamavam de A Pérola do Caribe. A região em que se insere foi conquistada por Cristóvão Colombo em 1492 – e bastaram poucas décadas para que os espanhóis dizimassem quase toda a sua população nativa.
Absorto,
imerso nas lides recorrentes,
não
me dei conta do horror que sobrevinha.
Sem
nem olhar pra trás, um gelo na espinha,
corri sem ver as despedidas pendentes.