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Despretensiosos e singelos: é assim que vejo minhas crônicas e meus contos. As crônicas retratam pedaços da minha vida; ora são partes da ...

sábado, 23 de novembro de 2024

Conto - Caminhando pelo campus

 

Em noites de sono desequilibrado e inconstante, fico num tal de dorme e acorda, me viro de um lado e para outro da cama. Me levanto e logo deito de novo. Fico num vai e volta que não me aguento. Durmo, não durmo, fecho e abro os olhos. Algumas vezes eu durmo profundamente mesmo estando acordado; outras vezes eu me sinto desperto por inteiro, ativo e em plena lucidez mesmo estando dormindo o mais pesado sono dos justos. E nessas ocasiões eu caminho dormindo, feito um alucinado e sem rumo certo. Eu ando, ando e ando. Ando dormindo ou acordado, como um sonâmbulo. É o que mais tenho feito. Ando pela casa, pelo quintal, ando pelas calçadas, ruas e praças da cidade. Quase todas as noites é assim. Dobrar a dose do sonífero pouco ou quase nada resolve.

domingo, 20 de outubro de 2024

Poesia - Caminhando pelo campus

 


Eis uma poesia que foi pensada, inicialmente, para destacar as belezas do campus da PUC em Poços de Caldas. E como tal vai aqui publicada. Posteriormente, o que era uma simples poesia virou um conto, cujo teor será postado daqui a alguns dias. Por enquanto, pois, apenas a poesia:

 

CAMINHANDO PELO CAMPUS


No arremedo de hendecassílabos versos

um poeta ignoto, já mal ajambrado,

professa: caros caminhantes dispersos,

eis um campus para sempre ser lembrado.

domingo, 29 de setembro de 2024

Crônica - Ternas memórias

 

Eis que me chega, como regalo do meu filho Raul, As Ternas Memórias de Julio Escobar e Outras Rememorações, livro com 18 contos da lavra do escritor e querido amigo Marco Antonio Bin, lançado em 2023 pela Mondru Editora. Garantia de uma leitura agradável, estou certo disso, pelo tanto que conheço do estilo fluente, leve e inteligente que caracteriza os textos do autor.

domingo, 25 de agosto de 2024

Artigo - A noite escura nos poemas de São João da Cruz e de Thiago de Mello

 

Este artigo é fruto de uma comunicação apresentada no 34º Congresso Internacional da SOTER -Sociedade de Teologia e Ciências da Religião, realizado entre 11 e 15 de junho de 2022, em que se coteja o poema de São João da Cruz, Noite escura, com o poema do brasileiro Thiago de Mello, Madrugada camponesa. Apesar do notório caráter político-social dos poemas de Thiago de Mello, que é o traço dominante das suas obras, é possível encontrar vários pontos de contato entre os dois poemas, dado que ambos trabalham as ambiguidades noite/dia, claro/escuro, inércia/transformação, abandono/superação e esperança/miséria.

 

Link para leitura completa:

https://ojs.europubpublications.com/ojs/index.php/ced/article/view/5140/3855


domingo, 21 de julho de 2024

Crônica - Canción Mixteca


 

Eis uma poesia para ser apreciada palavra por palavra, verso por verso, rima por rima. Pausadamente: Canción mixteca. Melhor se apreciada em espanhol, língua que confere toda a dramaticidade que o tema requer.

quarta-feira, 12 de junho de 2024

Crônica - Girondino

 

Eis que o Girondino, restaurante tradicional do centro da Capital paulista, anuncia o cerramento das portas. Aberto em 1998, sucumbiu aos efeitos críticos da pós-pandemia. Pratos excelentes, preços moderados e um bom lugar para um requintado café. Situado na esquina das ruas Boa Vista e São Bento, do seu interior gostosamente decorado se avistava, pelas janelas envidraçadas, o imponente mosteiro de São Bento e todo o largo que se descortina a sua volta.

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Crônica - Peladeiro

 

Na sala de jantar tem uma bola de futebol de salão, das antigas. Murcha que só ela, ao pé da mesa de madeira maciça. Está ali já há muitos anos. Uns quinze anos, mais ou menos. Sem exagero. Fica sempre por ali. Ora um pouco mais para lá, ou mais para cá; às vezes, encostada ao pé da mesa; outras vezes, mais próxima da parede. Vai variando de lugar conforme é movida nas varrições cotidianas do piso que inadvertidamente a sustém. Ber e Raul sempre toleraram; nunca reclamaram e nem fizeram menção de tirá-la dali. Nunca falaram nada, nenhuma oposição. Compreendem, creio, que ela mantém vivos na minha memória os divertidos e distantes tempos de peladeiro. Simboliza um gostoso passado.