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Despretensiosos e singelos: é assim que vejo minhas crônicas e meus contos. As crônicas retratam pedaços da minha vida; ora são partes da ...

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Crônica - Padres, freis e freiras


Miguel Hidalgo y Costilla era acadêmico, estudioso do iluminismo e defensor dos pobres e explorados. Ordenou-se padre da igreja católica e participou ativamente da guerra travada contra os colonizadores espanhóis. Liderou grande parte do exército mexicano na luta pela Independência do seu povo.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Crônica - Canto de liberdade


Canto Lunar é uma linda canção, com inspirada letra de Denise Emmer, poetisa carioca. Cantada magistralmente pelo Grupo Tarancón, é melhor ainda. Fala da lua. Oh! Lua, que navega serena; que corre apaixonada. Lua que é das princesas; que é dos carroceiros, que é dos catadores. E também dos prisioneiros. Lua que é da cidade, que é da humanidade, que é  de quem quiser.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Conto - Reconhecimento


Esperava paciente há umas duas horas, aproximadamente. Na sala branca, acarpetada, eu e mais alguns poucos, todos homens de meia idade, agasalhados, ocupávamos  os já gastos sofás de couro, outrora mobiliário fino. Sons de máquina de escrever, vindos de muito longe, era apenas o que se ouvia.

sábado, 13 de abril de 2019

Crônica - Céu de estrelas


Jack Dempsey, norte-americano, caiu com um potente soco que levou no queixo. Quem conta é Martín Kohan, em Segundos fora, da Companhia das Letras: caiu em câmera lenta, com o corpo projetado para trás. Seus olhos foram se fechando durante a longa e demorada queda, mas ainda teve tempo de ver que caia por entre as cordas do ringue: estatelou-se no chão duro e frio do ginásio Polo Grounds, de Nova Iorque, na remota noite de 14 de setembro de 1923.

domingo, 24 de março de 2019

Crônica - O céu do apátrida


            O magistral e excêntrico Wilhelm Steinitz não era do meu tempo: só o conheço pelas histórias que ouço e leio. Nasceu em 1836, em Praga, ainda sob a bandeira do Império Austro-húngaro, e se interessou pelo xadrez apenas aos 23 anos de idade – caso raro em meio à precocidade dos grandes campeões. Steinitz foi oficialmente reconhecido como o primeiro campeão mundial de xadrez quando, no ano de 1886, derrotou o polonês Johannes Zukertot no jogo final de um grande torneio que reuniu os melhores enxadristas então conhecidos.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Crônica - O céu da pátria


Um cidadão sem grandes ambições mudou a história mundial ao disparar um tiro certeiro contra o então sucessor do Império Austro-húngaro: o sérvio Gavrilo Princip matava, em junho de 1914, na cidade de Sarajevo, capital da atual Bósnia e Herzegovina, o arquiduque Francisco Ferdinando. Foi o primeiro disparo, aquele que iniciou a Primeira Grande Guerra Mundial.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Crônica - Capri, c'est fini


Dois trágicos acontecimentos marcaram São Paulo no início dos anos 1970: o incêndio do Edifício Andraus, em 1972, com 16 mortos e mais de 400 feridos, e o incêndio do Edifício Joelma, em 1974, com 179 mortos e cerca de 300 feridos. Acompanhei os dois eventos pela televisão, pelos jornais e pelas revistas da época. Cenas marcantes, que chocaram pela crueldade das mortes.