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Despretensiosos e singelos: é assim que vejo minhas crônicas e meus contos. As crônicas retratam pedaços da minha vida; ora são partes da ...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Crônica - Turma XXXIX

 

Eis que sábado, agora, fui deveras surpreendido: meus alunos do 10º Período Noturno, que ora colam grau, vieram até a minha casa para uma emocionante homenagem. Com festa, faixas e cartazes, me entregaram uma cesta com guloseimas para o café da tarde e uma garrafa de vinho, com rótulo personalizado. Inesquecível homenagem, certamente não merecida.

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Crônica - Tambu e candombe

 

Atravessei a Serra do Cipó, nas imediações de Belo Horizonte, apenas uma vez, rapidamente e sem parar; é uma serra alongada, de formato diferente das que conheço. A vegetação é rasteira e permite que, do alto, se enxergue longe; no trecho em que passei, é pouco ou quase nada habitada. Imagino que, nas noites mais escuras, seja possível descortinar um belo céu estrelado – quem sabe?

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Crônica - Vilmar Kalunga

 

Estivemos na Comunidade Quilombo do Kalunga em duas ocasiões; foi onde comi o melhor frango ensopado, feito vagarosamente no fogão de lenha da casa do Seu Cirilo e cheirando a coentro fresco. Nos servimos diretamente do fogão: casa simples, piso de terra batida e bem cuidada. Um vez, com a Ber, Santino e Lurdes, em Janeiro de 2011; na segunda vez, com a Ber e o nosso querido Raul, em Dezembro de 2014.

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Crônica - Palhaços

Na voz de Teixeirinha (O Mundo do Circo): Hoje tem marmelada? Tem sim Senhor! Hoje tem goiabada? Tem sim Senhor! E o Palhaço o que é? É ladrão de mulher! Na voz de Zé Kéti (Máscara Negra): Tanto riso, tanta alegria, mais de mil palhaços no salão, Arlequim está chorando pelo amor da Colombina, no meio da multidão.

sábado, 17 de outubro de 2020

Crônica - Muros

 

Muros não fizeram parte da minha infância; me lembro do nosso quintal quase todo cercado com três fios de arame. Num ou noutro trecho havia bambus entrelaçados; às vezes, de espaço em espaço, algumas ripas. Era o que dava para ter.

Seu Luís foi um dos nossos vizinhos, durante muitos anos. Entre o nosso terreno e o dele sobrava uma pequena faixa de terra, sem dono e sem ocupante. Meu pai e o Seu Luís nunca chegaram a um acordo sobre quem seria o proprietário dela; nenhum dos dois se achava dono do pedaço e nem queria para si aquela sobra de terreno.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Crônica - Noturno

 

Monsieur me contava deliciosas histórias nos intervalos entre as aulas, nos muitos anos de nossa convivência. Guardo-as com carinho, tanto quanto guardo as três “cédulas do índio”, de cinco cruzeiros, de 1961, seriadas, e a cópia xerox, em tamanho real, de uma edição do Pravda, regalos da amizade e do respeito mútuos.

sábado, 3 de outubro de 2020

Poesia - Viajante de linhas retas

 


Os viajantes da dupla Leonel Rocha e Campos percorreram uma grande quantidade de cidades paranaenses, em Paraná Querido, enquanto que os viajantes de Caetano foram de Santo Amaro da Purificação a Xerém, numa viagem interestadual. O mesmo Caetano, curioso e deslumbrado, botou-se ele próprio perambulando pelas esquinas concretas da Ipiranga com a São João, no fascinante centro de Sampa.