VIRADO DE SACI
- E aí, Mestre Bucha, meu querido... Tem Virado
de Saci. Quer comer?
- Esse eu não conheço, Professor. Nunca nem ouvi falar.
- Pois então, venha aqui conhecer.
- Uai, se é bom, então deixe eu provar!
Despretensiosos e singelos: é assim que vejo minhas crônicas e meus contos. As crônicas retratam pedaços da minha vida; ora são partes da ...
VIRADO DE SACI
- E aí, Mestre Bucha, meu querido... Tem Virado
de Saci. Quer comer?
- Esse eu não conheço, Professor. Nunca nem ouvi falar.
- Pois então, venha aqui conhecer.
- Uai, se é bom, então deixe eu provar!
GARGALHADAS
Príncipe de Embaré,
Rei de Safira,
com capa e cartola
fumo charuto.
De branco, preto e
vermelho, soluto
sou sentinela,
detesto a mentira.
No excelente Verdade Tropical, livro de 1997, Caetano Veloso conta sobre a palavra brega, muito usada nos anos 1990 para definir algo espalhafatoso, chamativo ou de mau gosto. Segundo Caetano, brega é uma gíria baiana e significava, na sua origem, puteiro; foi cunhada a partir de uma placa de rua, Rua Manoel da Nóbrega, na cidade de Salvador ou Cachoeira, no Recôncavo Baiano.
Li, no Facebook, um poema atribuído à Rob Goodwin. É sobre um bichinho deveras maltratado, vítima constante de uma canina perseguição – o nosso velho conhecido gambá. Típico da área rural, ele tem hábitos noturnos e é de todo inofensivo: não ataca as pessoas, não transmite doença alguma, não atira jato de urina e nem exala cheiro ruim, seja em que situação for; aliás, é tão cioso da sua higiene quanto o são os gatos. Mas carrega, infelizmente, uma injustificável má-fama, a ponto de ser perseguido até a morte.
És de pano escalavrado, oh! meu
chapéu,
presente que recebi de um lavrador.
Posto que farrapos, segues protetor:
no passo do tempo és meu sobrecéu.
Diversas pessoas juram que viram, com os olhos que a terra haverá de comer, um ET, nas proximidades de um muro, ao lado dos trilhos da estrada de ferro que corta Varginha, no sul de Minas. Teria sido num anoitecer de janeiro de 1996, apenas alguns meses antes do acaso me levar a residir naquela bucólica cidade.
Edgar Alan Poe é um dos meus preferidos, dentre tantos que admiro nas letras. Um contista perfeito: O Barril de Amontilado, por exemplo, é uma verdadeira obra prima, que não me canso de reler. É dele também O Corvo, poesia enigmática e dolorida; conta-se para além de 50 versões para a língua portuguesa, com as mais variadas leituras, releituras, adaptações e estudos, inclusive na versão concretista, dos irmãos Campos. Há, também, uma versão musical muito curiosa e interessante, feita por uma dupla sertaneja dos anos 1970, Conde e Drácula, que vale a pena ser ouvida.