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Despretensiosos e singelos: é assim que vejo minhas crônicas e meus contos. As crônicas retratam pedaços da minha vida; ora são partes da ...

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Crônica - 25 de abril

 

Das mesas em frente aos bares da Passarela do Álcool, em Porto Seguro, se avista um lindo mar esverdeado, em cujas águas calmas o olhar de quem o contempla navega livremente, até aos mais distantes limites que o imaginário pode alcançar. É um cenário perfeito para um gostoso fim de tarde de verão. O corpo queimado, com vestígios do sal das praias do Arraial D’Ajuda, a travessia de balsa pelo Buranhém. Um prato de lambretas ao molho vinagrete, uma cerveja gelada e a imaginação correndo solta, tudo na mais pura solidão em meio a hippies e descolados de todas as línguas.

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Crônica - Tardes de inverno

 

Tardes de inverno inesquecíveis são as que passei com o Vô Zé Pedro, na Grotinha, bairro da zona rural de Estiva/MG. Aos sábados, depois de um cochilo rápido do pós-almoço, lá ia eu caminhando ao pé das cordilheiras que, uma de cada lado, guardam a estradinha de terra batida que leva até a casa. Duas altas e imponentes cordilheiras que por ali vão se fechando, pouco a pouco, até formarem o vértice de um triângulo. Bonito caminho, aquele. Retardava o passo só para apreciar a paisagem. De baixo para cima, até onde a vista alcançava.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Crônica - Cumuruxatiba

 

Estivemos na então desconhecida Cumuruxatiba, ao sul de Porto Seguro, em março de 1992. Viajamos tão logo confirmada a gravidez da minha companheira, Bernadete, que esperava o nosso querido Raul. Três dias de viagem de São Paulo até lá, num Ford Escort de segunda mão, com duas paradas pelo caminho: em Rio das Ostras/RJ e em Aracruz/ES. Nesta última aproveitamos as boas instalações de um hotel, que compensou o cheiro nauseante da imensa fábrica de celulose que já predominava no local.

sábado, 23 de novembro de 2024

Conto - Caminhando pelo campus

 

Em noites de sono desequilibrado e inconstante, fico num tal de dorme e acorda, me viro de um lado e para outro da cama. Me levanto e logo deito de novo. Fico num vai e volta que não me aguento. Durmo, não durmo, fecho e abro os olhos. Algumas vezes eu durmo profundamente mesmo estando acordado; outras vezes eu me sinto desperto por inteiro, ativo e em plena lucidez mesmo estando dormindo o mais pesado sono dos justos. E nessas ocasiões eu caminho dormindo, feito um alucinado e sem rumo certo. Eu ando, ando e ando. Ando dormindo ou acordado, como um sonâmbulo. É o que mais tenho feito. Ando pela casa, pelo quintal, ando pelas calçadas, ruas e praças da cidade. Quase todas as noites é assim. Dobrar a dose do sonífero pouco ou quase nada resolve.

domingo, 20 de outubro de 2024

Poesia - Caminhando pelo campus

 


Eis uma poesia que foi pensada, inicialmente, para destacar as belezas do campus da PUC em Poços de Caldas. E como tal vai aqui publicada. Posteriormente, o que era uma simples poesia virou um conto, cujo teor será postado daqui a alguns dias. Por enquanto, pois, apenas a poesia:

 

CAMINHANDO PELO CAMPUS


No arremedo de hendecassílabos versos

um poeta ignoto, já mal ajambrado,

professa: caros caminhantes dispersos,

eis um campus para sempre ser lembrado.

domingo, 29 de setembro de 2024

Crônica - Ternas memórias

 

Eis que me chega, como regalo do meu filho Raul, As Ternas Memórias de Julio Escobar e Outras Rememorações, livro com 18 contos da lavra do escritor e querido amigo Marco Antonio Bin, lançado em 2023 pela Mondru Editora. Garantia de uma leitura agradável, estou certo disso, pelo tanto que conheço do estilo fluente, leve e inteligente que caracteriza os textos do autor.

domingo, 25 de agosto de 2024

Artigo - A noite escura nos poemas de São João da Cruz e de Thiago de Mello

 

Este artigo é fruto de uma comunicação apresentada no 34º Congresso Internacional da SOTER -Sociedade de Teologia e Ciências da Religião, realizado entre 11 e 15 de junho de 2022, em que se coteja o poema de São João da Cruz, Noite escura, com o poema do brasileiro Thiago de Mello, Madrugada camponesa. Apesar do notório caráter político-social dos poemas de Thiago de Mello, que é o traço dominante das suas obras, é possível encontrar vários pontos de contato entre os dois poemas, dado que ambos trabalham as ambiguidades noite/dia, claro/escuro, inércia/transformação, abandono/superação e esperança/miséria.

 

Link para leitura completa:

https://ojs.europubpublications.com/ojs/index.php/ced/article/view/5140/3855